There's a big elephant in the room.
There always seems to be.
I never seem to be able to get it out.
apathetic
pensive
weirdSometimes I'm afraid this week will never be over.
Sometimes I think you're just not good enough for me. Sometimes I think we're too different too work. Most times I think I don't wanna be with you even though I adore you.
Sometimes I want to fight with my best friend and totally not give a sh*t about it.
Sometimes I want to run away from home.
I'm afraid I'm so excited about college that it won't live up to my expectations.
I don't want to disappoint.
I'm too lazy but I want to be independent.
I'm not ashamed of anything I did. I just don't want certain people to find out because they're too ignorant to get it.
Sometimes I get tired of being too physical, too intense in a morbid way. Let's be subtle,erotic and subtle, not pornographic.
When I've just met people and they're so nice, I feel like I might just end up falling in love with them. (Then, I realise, they're not worth it.)
I'm too dreamy.
I wish I was prettier. And more confident.
I feel like I'm too calm right now. I want to drop bombs, again.
tired
naughtyInsisto em não esquecer o teu sorriso enorme, espelho da minha própria felicidade, e os teus olhos claros, esculpidos com o mesmo desejo que me movia até ti. Trocámos um 'Olá', tímido, envergonhado; a muitos pareceria arrependimento precoce. No entanto, em essência era apenas uma declarada cumplicidade de pecadores, um nervosismo miudinho de quem está consciente do futuro próximo e das consequências deste. (Sabíamos.)
Foram segundos de tempo congelado, curtos e mudos, que tão cedo deram lugar ao mais apaixonado cenário. Não ousámos demonstrar desde logo o quanto ansiávmos estar assim, íntimos - começaste por tocar-me, rápido e fugaz, como testando as águas, enviando um arrepio ternurento pelo meu corpo. Repeti o teu gesto. Permitimo-nos esses testes (tínhamos tempo), sentindo centímetro a centímetro, com medo, respirando pesadamente, sempre tentando assegurar-nos da realidade do momento.
E logo, no que pareceu um pestanejar de asas, os toques fugidios perderam a velocidade de auto-estrada, ganharam a ternura de um barco pequeno atravessando um rio, explorando tudo que se situava entre as margens. Ganhámos consistência, misturámos os nossos perfumes etéreos. Parecia mais certo do que errado.
Demorámo-nos, alongámos as linhas curvas da mais bela arte abstracta, e a cor não nos fugia aos olhos. Nada havia para além da tua pele, tão macia nas minhas mãos (embora mais tarde lhes descubrisse a aspereza). Provava-te, alimentava o torpe formigueiro que me atacava de dentro, comendo o meu coração com aquele fogo que incendiavas em mim. E aquela agitação sabia-me a moleza, confortável, quente, minha; deixe-me cair na intensidade do nosso pecado ternurento e bestial, puxei-te para mais perto de mim (temia que não estivesses mesmo ali, temia que não sentisses também.).
Ganhaste tom de animal, impulsivo, instinctivo, sensualmente doce como uma fera que persegue a presa. (Profundo. Belo.)
As tuas carícias percorriam-me por inteiro, afagavam-me esta alma que sempre achara indomável. Sempre sem escusadas demoras. (Tínhamos tempo.) E no nosso pequeno segredo, de imunda perfeição, com um sabor salgado tão doce como o mar, de dois mundos sem pontes, era o pecado que nos unia e desinibia. (O mais forte elo entre nós.) O proíbido tornava-se obtido. Apaixonávamo-nos ali, por entre cobertores de uma doçura sôfrega e gananciosa.
Tínhamos tempo, tinhamos uma vida, mas era como se o tempo descontasse os segundos para o nosso fim. Como se soubéssemos não haver outra oportunidade para libertarmos este nosso amor desenfreado, acorrentados a outras prisões.
Éramos inconscientes: não adivinhávamos o futuro? Inconsequentes, irresponsáveis, na altura o pensamento não morava ali (éramos movidos por outro combustível). É que hoje és um sonho, inalcançável esfinge e preciso-te mais do que nesse passado. E melancolicamente embebida em nostalgia, insisto em não esquecer(-te).
melancholyMaybe I should let the dust settle, let things calm down, cool off. Let the burns heal, let the wounds become scars that shall never disappear.
Wait. It has sunk in already. The ship's stopped. I'm as aimless as ever, the biggest wanderer the Earth has ever come to know. No destiny for me, no big heartbeats. My heart is comfortable, never leaving its place.
Too comfortable. It's getting too hot, too itchy.
Where's the buzz (the real buzz) in the ears? Or the cold shiver dancing in my neck, the bright colors hipnotizing my eyes, the taste of freedom forever melting in my tongue? When you're used to living fast like a highway, you stop liking second-way routes.(Yet, I know I should stop. They deem me rebel, but a rebel I am not.)
And I miss us. Each step I take towards the end of the race brings me more of our adventures waltzing in front of my eyes. (Secretly, I still hope. And make up magical stories, because deep down I know that hoping is wrong and reality overwhelms me too much for me to live in it.) Am I moving forward or never leaving the same hurtful spot?
weirdYou are all I need
I'm in the middle of your picture
Lying in the leaves
"All I Need", Radiohead
sad
aggravated
weird
nostalgic
crushed
worried